sexta-feira, 25 de novembro de 2016

''A vida como um lobisomem''


'' Com a ajuda de Alan*, aos pouco eu fui aprendendo como levar duas identidades ao mesmo tempo. Devo confessar que minha vida sendo humano é bem normal, como eu evito ficar muito mais que um ano em cada lugar, busquei uma profissão que pudesse acompanhar esse modo de vida. Trabalho como representante de vendas, o que possibilita que jamais fique na mesma área por um longo período. Regularmente eu preciso descarregar a raiva acumulada, se não fica perigoso para quem está ao meu redor e para mim, já que se me descontrolo posso chamar a atenção de caçadores ou outras coisas. Eu não culpo as pessoas por não acreditarem que existam diferentes criaturas, ou por exemplo, que do nada você pode se tornar uma delas. Eu era assim. É muito mais fácil de viver, fechando os olhos para isso. Acontecem coisas sem explicação, os que sabem escondem para se manterem a salvo, os que não sabem procuram desculpas e quando se é revelado, ninguém acredita. Apenas algumas pessoas sabem o que eu sou, e ou elas são criaturas como eu, ou são pessoas doidas como você [...]. Existem certos humanos com habilidades especiais, que sentem esse tipo de coisa, mesmo não acreditando na existência, eles sabem. Encontrar pessoas assim é perigoso, embora não sejam capazes de fazer algo, elas podem colocar outros olhares sobre você e isso pode ser uma sentença de morte. Minha vida como um lobisomem é sempre uma incógnita, tenho meus altos e baixos mesmo depois de tantos anos (mais de uma década), ainda preciso a cada dia superar minhas barreiras. Tem dias que eu acordo no meio da noite transformado, com as roupas rasgadas e pronto para lutar. Algumas vezes é mais fácil me acalmar e em outras parece que tudo vai explodir. Geralmente, nos meus dias ruins eu vou para algum lugar afastado e lá quebro tudo o que tenho direito. São dias escuros, onde basicamente flui no meu corpo raiva e sede por uma batalha. É perigoso e tóxico para os humanos, eu me transformo em uma besta completa e para atacar alguém não é necessário muita  coisa. Embora minha vida seja essa montanha russa tentando conciliar meus dois Eu's, estou conseguindo levar a vida com harmonia. Cada dia é um dia, eu preciso sempre estar consciente dos meus limites e constantemente lembrar da minha promessa de nunca machucar um humano.''

*Alan: Nome fictício. 

Mais uma parte do relato de um lobisomem, desta vez comentando um pouco sobre como leva a vida. Postarei mais a medida que for transcrevendo e adaptando para melhor entendimento.
Caso tenha algum relato que queira compartilhar, mande para mim seu email e deixe avisado no chat o assunto. Mandarei um email, avaliarei seu conteúdo e entrarei em contato o mais rápido possível.

- Ys.

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